Diamantino e Alto Paraguai
- Pantanal 360
- 20 de out. de 2025
- 3 min de leitura
Chegamos a Diamantino no finzinho da tarde, no caminho entre Nova Mutum e Diamantimo, vimos e fotografamos uma chuva enorme, a personificação de toda aquela umidade que parece tímida e que emana da floresta, mas quando se juntam em grandes nuvens de chuva, é muita água prestes a cair. Não a atravessamos, mas esteve no nosso horizonte o tempo todo.
Acordamos bem cedo, antes do sol nascer e já rumamos a Alto Paraguai que fica somente a 46km de Diamantino, paramos na venda do seu José para tomarmos um cafezinho e comprar água, é Mato Grosso e os dias já começam quentes!
Boa prosa, causos e estórias sobre a áurea época do garimpo de diamante na região, e rumamos para a Serra do Rola, no alto dela fica a nascente do rio Paraguaizinho, e outras pequenas nascentes que descendo a serra vão formar a nascente do Rio Paraguai.
Subimos a serra e voamos o drone, lá do alto dela, fiz algumas panorâmicas, a luz boa começa depois das 9:00, então descemos e fui localizar a nascente geográfica do Rio Paraguai, cujas coordenadas eu havia conseguido com o IBGE, chegamos a ela e analisamos como fazer a foto la dentro, mas para isso precisaria da autorização da Fazenda Sete Lagoas, e essa autorização estava para o dia seguinte, então fiz um reconhecimento com o drone para entender melhor onde iria fazer a foto panorâmica no chão que seria no próximo dia.
Voltamos ao alto da serra do Rola, não antes sem nos perdermos nas estradinhas rurais do lugar, risadas e uma meia hora depois encontramos o caminho e lá fomos nós, rumo ao alto da Serra! Fotos feitas, panorâmicas lindas com uma chuva de fundo com arco íris e tudo, foi pousar o drone e o mundo despencou sobre nossas cabeças, muita chuva mesmo, e a estrada para voltar a Diamantino é de terra, escorrega pra lá, escorrega pra cá, 4x4 ligado, e chegamos ao asfalto, ufa!
No outro dia cedinho fomos a Fazenda Sete Lagoas que pertence a Amaggi. Encontramos muitas Araras Canindé num banhado bem em frente a sede da fazenda. Esse banhado nessa época alimenta o complexo da Lagoa da Princesa, e é por ela que a água se infiltra no solo, e aflora na baixada.
Solo turfoso, muito permeável, e segundo algumas medições da SEMA (Secretaria de Meio Ambiente de MT) sua profundidade média é de 80 metros, o que confere um preto profundo às suas águas quando vistas de cima, mas ali no chão são cristalinas. Muitos Buritis e Araras Canindé, que comem os frutos do buritizal e aproveitam os que já secaram para fazer seus ninhos. A área da Lagoa da Princesa é uma APA (Área de Proteção Permanente), por fazer parte do complexo da nascente do Rio Paraguai. Ficamos lá por umas 3 horas, fotos feitas com o drone e a câmera, partimos para a nascente geográfica do Rio Paraguai.
Entramos na nascente por volta das 14:30, com um calor e uma umidade beirando o insuportável, março é o mês das águas e tudo fica muito úmido e parece que vamos derreter!
Entramos na nascente, achei um lugar sensacional para a foto, bem ao lado de um Buriti (Mauritia flexuosa L.f.) enorme, essa palmeira é encontrada em áreas de alagado ou de nascentes por todo Cerrado e Amazônia, e é um indicador que ali tem muita água no solo.
Fotos feitas, saímos de lá com a missão cumprida e com belas imagens, de um grandioso rio que ali, é só um fio de água, mas ganha majestade a medida que desce do planalto e junta-se com outros pequenos rios e nascentes para formar o Pantanal.























